ONTÁRIO III

Nascemos com dois ouvidos e uma boca, dizem que para ouvir duas vezes mais que falamos. Mais estamos cegos?

         Há uma cegueira que querem nos impor. E vamos nos tragar a isso? Há ilusão de ótica, intensa. Vemos um branco, branco, branco.

         Temos tempo, agora temos. E o que fazemos? Nos preocupamos com um tempo que não temos ainda. Que não sabemos. Está oculto o futuro.

         Temos então o presente. E detestamos o passado.

         O presente é bom. Pois temos este tempo presente. E podemos então ausentar a cegueira imposta e olhar. Olhar para o próximo. Aquele que está tão próximo, ao lado. O próximo agora é o que está ao nosso lado. Olhemos então para ele. Pois só temos o agora. E agora são eles. Os nossos próximos.
         Não estamos presos, ao contrário. Agora estamos livres para ouvir o marido, a esposa, os filhos.

         Muito o presente?

         À ele é que devemos nos dedicar. Já que o futuro não nos pertence neste momento.

         Está muito claro, muito branco.

         Basta ver pontos coloridos na claridade. São os nossos. Nos dedicamos a eles.

         Não sejamos otários de não aproveitar o presente. O presente é nosso “presente”.
         Nos fartemos.

Publicado por Bigbossladov

Escritor amador. Amado Batista. Corneteiro. Humorista. Existencialista. Musica brega, rock, pop, literatura, psicologia.

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